Quão relevante é a escolha do protocolo de conectividade na escolha de uma solução de armazenamento de dados? iSCSI ou FC/FCoE?

soluçãoPor Celso Bonilha

Ainda é grande o número de discussões que acabam acontecendo em torno deste tema durante a análise de uma solução de gerenciamento de dados. Que o protocolo de conectividade é um tema relevante não se pode negar, mas jamais deveria ser o norteador das discussões sobre uma solução deste porte, como às vezes acaba acontecendo. A ordem dos fatores está invertida, ou seja, o responsável pelo projeto se preocupa com a questão sobre o protocolo de comunicação entre o dispositivo de armazenamento de dados e os servidores de aplicação antes mesmo de refletir sobre o principal – que é entender a real necessidade a ser atendida e qual a melhor solução para fazer isso.

Analisando historicamente, acredito que esta tendência tenha sido causada pela cronologia dos acontecimentos tecnológicos no ambiente de armazenamento. Mas é preciso levar em consideração que as soluções e tecnologias evoluíram e que hoje os parâmetros para análise devem ser outros, já que a conectividade do ambiente de armazenamento com o resto da infraestrutura é muito bem feita com quaisquer dos protocolos disponíveis. Hoje em dia, inclusive, praticamente todos os fabricantes de soluções para armazenamento de dados trabalham com estes vários protocolos, entregando alternativas empresariais utilizando qualquer um deles (iSCSI, FC ou FCoE).

Na comparação entre iSCSI e FC/FCoE, encontramos opiniões diversas, o que torna este debate interessante. Há defensores de cada uma das partes, e que apontam a parte defendida como a melhor escolha, como se fosse uma religião. E aí está o ponto – é preciso que balizemos uma escolha de solução para nossa necessidade e não no protocolo que será utilizado nesta solução, por exemplo.

A solução com iSCSI era escolhida no passado para pequenas implementações, ou para o primeiro storage compartilhado dentro da organização. Hoje, proém, será que este tipo de solução é usada somente nesses casos? Com certeza não, pois a tecnologia da solução com este protocolo evoluiu muito, apresentando constante desenvolvimento. Hoje, temos soluções que utilizam 10GbE, e com roadmap apontando para rapidamente chegar a 40 e 80 GbE em pouco tempo. Desta forma, um dos pontos que eram usados para combater este tipo de conectividade referente à performance já não é mais realidade, mesmo porque o número teórico e até mesmo maior que os 8 Gbps do FC. Jumbo frames e DCB são outros exemplos da evolução tecnológica que vieram solidificar o iSCSI como uma alternativa viável para dentro do datacenter, ou seja, destinado à soluções empresariais.

Na comparação referente à performance, há ainda muitos pontos obscuros, como os conceitos de bandwidth da infraestrutura versus o de throughput requerido pela aplicação. A analogia que comumente encontramos é relacionada a uma auto-estrada. De que adianta uma pista de cinco vias (bandwidth) se temos apenas dois carros passando simultaneamente pela estrada (throughput)? Muitas vezes, por puro preconceito ou por um mito urbano a respeito de performance, a escolha de saída para a conectividade de uma solução de SAN acaba sendo apontada para FC, sendo que mesmo com uma solução iSCSI de 1GbE já poderíamos estar na solução de mais pistas que carros simultâneos.

Volto a afirmar que é preciso tirar o foco de “detalhes” e passar a incluir no centro das atenções a real necessidade que precisa ser endereçada. Há várias soluções para matar uma mosca. Desde um pedaço de jornal enrolado até um tiro de canhão. Como escolher? A melhor forma é medir o que na prática os servidores de aplicação demandarão da solução de armazenamento. Muitos fabricantes disponibilizam ferramentas e/ou serviços para auxílio durante este processo. Com os dados reais da demanda coletados e analisados, fica mais fácil determinar o dimensionamento da solução e aí sim, desenhá-la da melhor forma possível para maximizar a utilização dos recursos em questão, passando pela escolha do protocolo na conectividade.

Outros fatores como flexibilidade, escalabilidade, facilidade de gerenciamento, infraestrutura já existente, entre tantos outros pontos, são relevantes para a escolha final da solução de gerenciamento de informação que melhor atenderá às necessidades específicas. E sendo assim, FC ou iSCSI, pouco importa, pois o que é realmente relevante, é que a solução seja dimensionada corretamente, entregue os dados com o desempenho  exigido pelas aplicações e faça uso eficiente dos recursos, apresentando o melhor retorno sobre o investimento possível. E isto apontará para um ou outro protocolo na ponta da solução.

Fonte: IT Web

8 Razões onde PMEs falham no backup de dados

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A maioria das PME’s não tem plano para backup e recuperação de dados. Kevin Casey da InformationWeek EUA listou as desculpas mais comuns.

“Existem muitas pesquisas a respeito deste assunto, como a conduzida pela Symantec, que revelou que 57% das empresas de pequeno e médio porte (PMEs) não possuem plano para o caso de perda de dados. Existem muitas companhias nesta situação, como comprovou outro estudo, dessa vez, realizado pela Carbonite, em julho, onde apontou que metade das empresas de porte pequeno sofreu perda de dados irrecuperáveis.

“Pequenas empresas, em especial, são muito ocupadas, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, e, backup é apenas mais uma na qual os empresários não querem pensar”, disse Mike Evangelist, chefe de marketing na Code 42 Software.
Segue abaixo as desculpas mais comuns pela falha no backup de dados – e as razões pelo qual esta questão é deixada de lado.”

1. É muito caro:
Custos é sempre a primeira desculpa das pequenas companhias que precisam extrair um pouco mais de cada real gasto. Mas, caso você experimente um desastre de TI incapacitante, a dor será muito pior se você não conseguir recuperar os dados para voltar a trabalhar rapidamente. É verdade que, se você estiver lidando com grandes bases de dados, então o custo com backup e armazenamento pode ser pesado. Mas para quantidades gerenciáveis (pense em gigabytes, não em terabytes ou mais), um orçamento apertado não tem que ser um fardo. Alguns fornecedores de cloud também oferecem planos de dados ilimitados para grandes necessidades.

2. Isso nunca vai acontecer comigo:
Considere o artigo da fé cega: você não precisa operar no caminho dos furacões ou outro desastre natural para que a perda de dados ocorra. Perda ou roubo de computadores, fogo, enchente ou falhas de tecnologias antigas podem acontecer e acontecem – isso sem mencionar a lista completa de perigos potenciais.

3. Eu simplesmente esqueci
Donos de PMEs e seus profissionais costumam ser ocupados, na maioria das vezes desempenhando múltiplas tarefas para ajudar a companhia crescer. Se a sua lista do que fazer corre – ou se é esquecido – fazer o backup dos seus dados é uma tarefa fácil de deixar de lado. Mas isso não é uma boa desculpa, particularmente com o número de produtos que oferecem soluções automáticas, de backup continuo e sincronizado. Se você tem protelado esta questão, a automação é um recurso que você deve ter.

4. Deixa meu computador mais lento
Segundo Evangelist, muitas clientes em potencial não tem um plano de acidente para consumidores, e esta reserva está enraizada na questão real: alguns anti-vírus antigos e softwares de backup são arrastados para dentro do sistema do usuário final, causando transtornos que os levam a desistir do software. Isto criou um problema na imagem dos programas de backup e plataformas relacionadas. “Como resultado disso, pessoas estão desabilitando esta ferramenta”, disse Evangelist. “Eles precisam que seus computadores sejam rápidos”.

Bons softwares da atualidade não causam problemas de desempenho. Se você está preocupado com os usuários finais, procure por um sistema que atue de forma silenciosa, nos bastidores. Usuários poderosos devem procurar por plataformas que permitam ajustar detalhes e especificações sobre como e quando o recurso do sistema está sendo usado durante o processo de backup e sincronização.

5. Eu não quero minhas informações na nuvem
Algumas das PMEs simplesmente não confiam na nuvem para backups e outras aplicações – sentem-se mais confortáveis mantendo os dados em casa. Outros, nem tanto. Isso pode ser uma prerrogativa, mas não uma desculpa. Você precisa manter pelo menos uma cópia dos dados em um local diferente dos da infraestrutura. Ou então, não estará bem protegido.

6. Não tenho departamento de TI
Muitas plataformas de backups online requerem pouco know-how técnico, por isso, enquanto você não tiver um plano mental de aplicações com base na web, a falta de recursos de TI não é um obstáculo.
Alguns dispositivos físicos, como armazenamento anexado à rede, se torna um pouco mais complexo. Mas mesmo frente a isso, fornecedores como a Drobo fazem uso significativo na esperança de apelar para PMEs.

7. Está no meu pen drive
Pen drives são baratos, portáteis e fáceis de usar – mas eu não confiaria neles como primeira opção de backup. É melhor do que nada, mas mesmo se você seja diligente ao copiar arquivos é simplesmente muito arriscado confiar como se fosse sua apólice de seguros. Evangelist notou, entretanto, o maior problema com pen drives: “Eles normalmente estão no mesmo lugar que o computador”, disse. O mesmo princípio vale para outras mídias, como DVDs graváveis: se está na mesa do funcionário ou no seu laptop, então não é um bom plano de backup.

8. Eu apenas vou usar o serviço de recuperação de dados
Existe uma série de empresas lá fora, que detectam falha no disco rígido e tentam recuperar os dados. Esses serviços podem até funcionar, mas estão longe de serem seguros – Não existe garantia de que podem recuperar suas informações. E levam tempo. Sem mencionar que o serviço de recuperação de dados não pode ajudar em casos de roubos ou perda total. “Serve mais como último recurso”, concluiu.

Fonte: Information Week

Preparado para a gestão e a criação de conteúdos “compartilháveis”?

Como nas mídias sociais, em que as conversas são uma via de mão de dupla, nas organizações é importante abrir canais de comunicação entre empresários e colaboradores, de forma a colher opiniões, nem sempre positivas, e transformá-las em oportunidades de inovação.

Um dos aspectos mais valiosos das mídias sociais é o feedback instantâneo. O Yammer, plataforma em formato de microblog corporativo, é uma forma de acompanhar toda a movimentação de conversas entre colaboradores de uma empresa e de, muitas vezes, o líder entrar na conversa e dar a sua opinião ou direcionamento sobre determinado assunto.

O uso do Yammer na HP é um bom exemplo. A empresa permitiu criação de grupos de interesses e encurtou a comunicação entre seus empregados, diminuindo muito o volume de e-mails internos. Por meio do Yammer os funcionários puderam passar a seguir os colaboradores e líderes que lhes interessam e saber rapidamente o que estão pensando.

Outro, é a criação de conteúdos ‘compartilháveis’. A partir do momento em que o líder compartilha documentos com sua equipe, com possibilidade dos colaboradores editá-los, inclusive, através do uso de ferramentas como o Google Docs, ele não só demonstra confiança na equipe, como passa a ter melhores condições de perceber o quanto os profissionais da equipe sabem se auto administrar e o quanto são auto gerenciáveis.

Em geral, a confiança se estabelece quando as pessoas cumprem o que prometem e é aí que vai se moldando o que chamamos de capital social na Internet. Portanto se você se comprometeu com algo é bom cumprir, pois com as Mídias Sociais não será um grupo pequeno de pessoas que ficará sabendo da sua irresponsabilidade. E não tardará para que você entenda o alto custo de ser mal vistos nas plataformas digitais.

Logicamente, deve haver um tutorial de conduta digital para evitar que informações consideradas confidenciais vazem para terceiros ou concorrentes, seja via e-mail ou qualquer plataforma social. Compartilhar é preciso, tanto na esfera pessoal quanto na corporativa.

“Chama-se de “imperativo da visibilidade” esta necessidade de exposição pessoal, de compartilhamento público de questões antes limitadas à esfera privada. Hoje é preciso ser visto para existir no ciberespaço”. (Sibila 2003)

FONTE: IDGNOW #HASHTAG