CASO DE SUCESSO: NOVAPOL PLÁSTICOS

Virtualização e Storage

1. Desafio apresentado à Brasp:

Em 2009, a Novapol Plásticos entrou em uma nova fase. Depois de ser vendida para uma Multinacional Colombiana (Grupo Andercol) em 2004, a empresa começou a planejar a inauguração de uma fábrica de tintas para concorrer no mercado interno em 2011. Essa nova infraestrutura já previa o crescimento da Novapol Plásticos no seu segmento de negócio atual assim como no ramo de tintas.

Cesar Magnago, o atual gerente de TI da Novapol, havia acabado de entrar na empresa quando se deparou com um cenário preocupante: equipamentos antigos, servidores montados, áreas de discos mal distribuídas, servidores de rede alocados em um único servidor sem redundância e, principalmente, sem recursos e políticas de segurança. O estopim de tantos problemas aconteceu quando o houve a pane no servidor de diretório e autenticação e, como não havia redundância, o down time foi longo.

2. Descrição técnica:

Com o diagnóstico do ambiente de TI da Novapol em mãos, a Brasp iniciou a implementação do projeto. A Novapol, por sua vez, fez a aquisição dos equipamentos necessários para essa nova fase:

Equipamentos adquiridos:

- 2 servidores Dell Poweredge R610

- 1 Storage EqualLogic

- VMware vSphere: Plataforma de Virtualização

- Licenças SQL + SQL Server

A primeira coisa feita foi instalar o ambiente virtual clusterizado com vSphere 4 Essentials Bundle nos servidores e storage adquiridos. Após essa etapa, todos os seus servidores foram instalados ou convertidos para o ambiente virtual, isto é, em servidores virtuais. E, em seguida foram instalados e configurados dois Active Directory provendo redundância de autenticação, resolução de DNS, entre outros serviços
voltados para aplicação. Foram implementadas políticas de segurança por usuário e grupos atendendo as necessidades da equipe de TI da Novapol. Também foi instalado o WSUS, um servidor de atualização da Microsoft que distribui as atualizações para todo o ambiente, inclusive estações e servidores. No quesito segurança, foi instalado um servidor de antivírus virtualizado, o Symantec EndPoint, que além da proteção contra vírus, possibilitou configurações de restrição de acesso a dispositivos USB e políticas de controle do antivírus tanto para estações, quanto para servidores. Para os arquivos da empresa, foi instalado um servidor utilizando a tecnologia DFS, que possibilita a centralização de todos os servidores de arquivos. Também foram definidas políticas de segurança, mas, neste caso, a personalização foi em arquivos e pastas.
Outro ponto positivo para o funcionamento interno da empresa foi a virtualização completa da estrutura de ERP da Novapol.

Foram virtualizados o servidor de aplicação Microsiga e o servidor de SQL Server. Com isso, todo esse ambiente foi beneficiado pela redundância, simplicidade e flexibilidade de um ambiente virtualizado e gerenciamento centralizado.

Por fim, foi instalado um servidor físico de backup, o Symantec Backup Exec, com suas respectivas políticas de segurança.

3. Ganho percebido pelo cliente:

Após a finalização do projeto, a Novapol pôde contar com um ambiente escalonável e com disponibilidade na infraestrutura para o crescimento da empresa, seguro e com baixo downtime, administração centralizada dos recursos e a garantia de um excelente funcionamento do seu ambiente de TI.

4. O cliente falou!

“É difícil comparar como era nosso ambiente de TI antes do projeto e como ficou, porque, quando entrei na Novapol, nós não tínhamos nada, era impossível trabalhar pensando em novos projetos. Passávamos todo o nosso tempo resolvendo problemas que surgiam. Foi aí que identifiquei a necessidade de entender melhor a virtualização, para ver se ela poderia melhorar o funcionamento da TI – e realmente melhorou muito!
De forma geral, o impacto foi muito grande. Antes, os usuários acessavam um desktop que funcionava como servidor. Hoje, eles não são prejudicados com as intervenções feitas, pois não há downtime. Além disso, eles puderam sentir um grande aumento na velocidade ao acessar programas comuns e ao gerar relatórios. O fato de, agora, o backup ser feito em tempo real, também confere aos usuários maior segurança da informação. Para nós, de TI, agora podemos contar com a mobilidade de acesso, as intervenções são muito mais rápidas e a flexibilidade da virtualização facilita muito nosso trabalho.

Outro ponto muito positivo foi a redução de custos. Agora, nosso investimento é voltado somente para storage, memória, etc. E não mais para servidor e licenças, como antes. Mas o que realmente buscávamos na virtualização (e encontramos!), é a fácil manutenção e gerência de desempenho, na qual podemos remanejar nossos recursos de acordo com nossas necessidades, explorando ao máximo o que temos disponível. Agora sim, a Novapol está pronta para crescer.” Cesar Magnago, Gerente de TI da Novapol.

5. O Futuro:

A estrutura implementada escalonável permite crescimento contínuo e adoção de uma estrutura de site recovery e replicação de storage da linha EqualLogic.

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Case Grupo Soares

1.  O cliente

O Grupo Soares é uma distribuidora atacadista de bens de consumo tais como produtos de limpeza, higiene, alimentos, perfumaria, entre outros. A empresa está há 31 anos neste segmento de mercado e foi a primeira atacadista a receber a certificação ISO9001 na América Latina. Seus, aproximadamente, 850 colaboradores, atendem cerca de 20.000 clientes como supermercados, mercearias e farmácias em todo o estado do Espírito Santo e Rio de Janeiro, emitindo um  volume diário de mais de 2000 notas fiscais e determinando a palavra de ordem para a produtividade da empresa: DISPONIBILIDADE.

2. Desafio apresentado à Brasp

O Grupo Soares possuía uma Área de Desenvolvimento de TI, cujo foco principal era manter a empresa em funcionamento nas várias paradas que aconteciam no decorrer da semana. A frequência de downtime era tanta, que não sobrava tempo para analisar os problemas e propor um plano de melhorias. Então, através do Gerente de Desenvolvimento, foi contratado o consultor Glaycon Ferreira que, ao final do estudo, foi convidado pelo CEO do Grupo Soares, Francisco Soares Pikin, para reestruturar e gerenciar a equipe de TI.

O diagnóstico apresentado por ele revelou a falta de gerenciamento do parque de servidores, que eram máquinas montadas e antigas, o que ocasionava frequentes paradas de hardware. Em geral, os equipamentos estavam antigos e com garantias vencidas;
O sistema também apresentava um desempenho muito baixo, as soluções de backup eram defasadas e não atendiam às necessidades da empresa. Além disso, o servidor de banco de dados precisava ser migrado e não havia hardware disponível.

O cenário era preocupante: servidores, infraestrutura, disponibilidade, segurança desempenho e conectividade apresentavam problemas que só poderiam ser resolvidos com um projeto de reestruturação geral de infraestrutura de TI. Somente assim a TI se tornaria um ativo estratégico e não uma geradora de custos.

3.  Descrição técnica

Com o planejamento concluído e o projeto em mãos, a solução apresentada foi uma reestruturação de servidores e ativos de rede, com novos equipamentos Dell, aliada à virtualização, que é a única solução que apresenta disponibilidade, gerenciamento e escalabilidade em uma só tecnologia.

Equipamentos  adquiridos para o projeto:

1 Rack DELL 4220 com console;
2 PowerEdge R710;
1 Storage PowerVault MD3000i
1 Switch PowerConnect layer 3 – para rede LAN
2 Switch PowerConnect layer 2 – para rede SAN
1 PowerVault 124T – para backup
vSphere4 Essentials Plus

Total: R$250.000,00

Além deste projeto, a empresa também investiu na estrutura do datacenter, energia, ativos de rede e cabeamento (gerador, nobreak, switch), totalizando um investimento de mais de R$ 500.000,00

Indicada pela Dell, a Brasp fez o escopo do projeto e iniciou a implantação pela configuração dos servidores R710 com VMware ESX 4.1. Em seguida, instalou o storage MD 3000i para cluster destes servidores.

Em outro servidor foi instalado o vCenter, permitindo a migração de quase todos os servidores para o ambiente virtual, faltando apenas o servidor do banco de dados Oracle. Mas havia um grande receio em virtualizá-lo, pois é uma aplicação que exige um bom desempenho e velocidade da máquina onde estiver hospedado. Em uma conversa esclarecedora da Brasp com o gerente de TI, gerente de desenvolvimento, DBA e direção geral da empresa, ficou decidido que a migração para a máquina virtual poderia ser feita com segurança.
Em seguida o firewall também foi virtualizado e, para finalizar, foi configurado o backup das máquinas virtualizadas com o VMware Data Recovery, que provê uma restauração mais rápida, detalhada e com menos erros.

4.  Ganho percebido pelo cliente

Segundo Glaycon, hoje os usuários têm melhor acesso às aplicações, o que aumenta muito a produtividade.

Já a equipe de TI consegue se antecipar aos problemas solucionando-os na raiz, graças ao monitoramento das máquinas virtuais no vCenter.

Antes o número de incidentes era de 43/dia. Hoje, são, em média, 24 incidentes por dia.

O retorno sobre o investimento está previsto para acontecer em até 11 meses.

5.  O cliente falou!

“Escolhemos VMware pela disponibilidade, gerenciamento e escalabilidade, que é a capacidade de crescer sem precisar trocar o parque.

Quanto à Dell, o quesito foi a confiança que tenho no suporte.

Às 17h40min eu estava em um treinamento quando recebi um email do vCenter, notificando que um servidor havia parado por problemas em hardware.

Às 23h a nova peça já estava no aeroporto de Vitória, quando recebi a ligação de um técnico Dell perguntando se eu gostaria de trocá-la naquele momento.

Em relação à Brasp, nós a escolhemos por saber que é referência técnica em virtualização no Espírito Santo. A Brasp não só se adequou ao projeto existente, como nos surpreendeu do início ao fim do projeto: o atendimento comercial também tinha conhecimento técnico, esteve sempre próximo a nós e sanava todas as dúvidas. Houve momentos em que, na própria mesa de reunião, o Brum ligou para a Dell e solucionou a dúvida na mesma hora. Então ficou fácil, porque a única falta que sentíamos na Dell foi suprida pela Brasp: falar com o analista.

Durante a implantação pude perceber, também, como a comunicação interna flui na Brasp: o que foi passado ao diretor comercial chegou ao analista, que implantou o projeto, nos mínimos detalhes.

Algo que me chamou muita atenção foi o “fator humano”: o João Paulo (analista da Brasp) foi participativo e proativo. Então, eu pude perceber que estas não são características exclusivas dele. Elas pertencem à filosofia de trabalho da Brasp e são passadas da direção a toda a equipe.”

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Reestruturação às pressas!

Um case recente sobre Virtualização + iSCSI

Quando Andre Lima assumiu a gerência de tecnologia da informação da Eximbiz, empresa de comércio exterior com sede no Espírito Santo, o desafio estava claro: arrumar a infraestrutura interna da TI e mapear os contratos de serviços. Mais do que isso, o objetivo do gerente era provar que a área é digna de confiança.

Os primeiros seis meses correram bem. De acordo com ele, a implementação de projetos como a estruturação de um service desk e as melhorias na estabilidade dos sistemas que viviam caindo começaram a mudar a percepção de toda área de tecnologia.

Tudo ia bem até que um dos oito servidores, o mais robusto deles e aquele que rodava o Active Directory (AD) da Microsoft, teve um problema em seu disco RAID. A empresa terceirizada responsável pela manutenção não só alertou para a possibilidade de falha, como também não conseguiu recuperar a máquina. A equipe interna de TI correu para recuperar os dados e colocar os sistemas de volta no ar, mas – com a estrutura de tecnologia da empresa – a operação foi lenta e trabalhosa. Resultado: uma semana de parada com instabilidade em vários sistemas de tecnologia.

Após o incidente, conta o gerente de TI da empresa, uma grande reestruturação foi feita a toque de caixa. A principal mudança foi a compra do storage Dell iSCSI, com 2,4 TB de capacidade, e a virtualização dos oito servidores com a ferramenta gratuita da VMware. Além disso, os servidores receberam atualizações menores em memória e placas. “Tivemos que fazer a reestruturação com o mínimo de dinheiro possível”, diz. Ele acrescenta: “Fizemos chover com uma única gota”.

A Eximbiz contou com o apoio da Brasp para a implementação do projeto, que levou três meses e custou cerca de R$30 mil. “Pedimos uma solução simples e barata. O nosso maior objetivo era evitar que aquele tipo de incidente se repetisse”, diz Lima. O gerente de TI confessa que teve receio de trabalhar com um parceiro Dell, mas essa dúvida acabou no dia-a-dia da implementação. “Todo o nosso parque é Dell e sempre trabalhamos diretamente. Mas a desconfiança acabou quando a Brasp nos entregou mais do que esperávamos”, garante.

Guilherme Curcio afirma que o projeto da Eximbiz envolveu não apenas virtualização, mas também a definição de uma nova política de recuperação de dados que aproveitou os equipamentos existentes e deu mais segurança. “Hoje, a Eximbiz não só tem mais confiança no seu backup como também consegue mais disponibilidade por rodar o seu servidor virtual em três máquinas físicas diferentes”, diz.

O parceiro acrescenta que agora eles possuem contingência de todos os dados. “O nível de disponibilidade atual era impensável com o que eles tinham antes. Agora, a Eximbiz também tem uma flexibilidade enorme para ativar ou desativar determinados serviços por conta da sobra de capacidade de processamento. Fica mais fácil realizar testes antes de criar serviços sem precisar comprar máquinas novas”, completa. Guilherme destaca também a economia de energia Elétrica no consumo das máquinas e do ar condicionado.

Lima, que acaba de completar uma ano no cargo, relata que, antes da quebra do disco RAID, já tinha projetos para uma mudança profunda na infraestrutura de tecnologia da companhia. Mas o incidente colocou todos esses planos na gaveta. “Minha ideia era transformar a área de TI em um prestador de serviços, como se fosse terceirizada. A diretoria teria um cardápio de serviços disponíveis e bastaria escolher quando nascesse a demanda”, relata. Lima conta que teleconferência e RFID estavam entre os 13 temas que ele imaginou. “mas após o incidente, foi tudo congelado”.

Isso não significa, contudo, que a reestruturação parou na Eximbiz. Depois da consolidação dos servidores com a versão gratuita do software de virtualização da VMware, a empresa prepara a compra do VMware Essential Plus em busca de novas funcionalidades. “Vamos investir US$ 15 mil no software para ter backup online e poder migrar os serviços entre máquinas físicas sem precisar tirá-los do ar”, conta. A previsão é concluir a compra nos próximos três meses.

Além disso, o departamento de tecnologia da Eximbiz também estuda estender a virtualização dentro da companhia. Lima relata que pretende virtualizar os desktops dos 150 funcionários em busca de redução de custos com manutenção e também diminuir o tempo da equipe dedicado a cuidar desses computadores. “Esse é meu maior sonho, mas vai demandar um investimento mais pesado”, diz, sem especificar números ou prazos.

Lima conta que está analisando também a contratação do serviço de backup em nuvem da Amazon. Além de armazenar os dados da empresa no storage recém – adquirido e no antigo sistema de fita, a empresa vai ter as suas informações na nuvem. “Vou trabalhar com todas as possibilidades para evitar acidentes. O meu desafio é arrumar a casa”, arremata.

*Este case foi publicado na Revista CRN Brasil, edição de Novembro/2009, por Vinicius Cherobino.

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