A atuação da Meraki no mercado brasileiro

logo-meraki-2color-800x400Pouco mais de dois meses de ter anunciado a sua parceria comercial com a fabricante norte-americana Meraki, fornecedora de soluções de redes sem fio baseadas em nuvem, a Allier, distribuidora de valor agregado, começa a mostrar os resultados da parceria, como a concretização dos primeiros acordos regionais, a negociação com 35 canais para a comercialização dos produtos da companhia no País e a finalização de três projetos de implantação das soluções Meraki.

Por enquanto, a atuação da Meraki no mercado brasileiro tem se concentrado no Meraki Enterprise Cloud Controller – solução de WLAN desenvolvida em arquitetura 100% cloud computing. Um dos principais diferenciais da solução é que, ao invés de gerenciar as redes sem fio por meio de controladoras centralizadas (outro hardware que é necessário comprar e manter), as empresas gerenciam suas WLANs através do aplicativo hospedado em  nuvem.

Com isso, gerenciar projetos distribuídos em múltiplos locais não necessita mais de WANs dedicadas, VPNs, ou controladoras adicionais. Os administradores podem utilizar recursos de gestão integrados ao Google Maps, obter relatórios detalhados sobre o uso de suas redes, estabelecer limites de banda por usuários ou grupos, e ainda definir políticas de tráfego, eliminando as dores de cabeça associadas à manutenção e atualizações de suas redes sem fio.

A Allier escolheu a Meraki, pois, além de suas vantagens técnicas, a solução apresenta o TCO (Custo Total de Propriedade) 30% a 40% menor que os tradicionais fabricantes desse segmento. Para abrir este mercado, a Allier projetou um investimento aproximado de US$ 100 mil no primeiro ano da parceria. Além disso, a Meraki cresceu mais de 300% em 2011 e dobrou o número de funcionários, sendo também esse o ano em que implementou a maior rede sem fio no mundo gerenciada através de uma arquitetura Cloud Computing, no grupo Accor, onde foram comercializados mais de 10.000 pontos de acesso.

“Estamos muito satisfeitos com o desenrolar de nossos projetos e de nossas parcerias, e acreditamos que este ano será importante para o crescimento da Allier com essa parceria”, afirmou Vladimir Alem, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Allier.

Para dar mais gás ao projeto a distribuidora contratou Richard Fortes, que ficará a frente da gerência de produto e canais de Meraki. Segundo Fortes, “o volume de negócios em tão pouco tempo demonstrou que o aquecimento do mercado de redes sem fio é real e que o crescimento dos investimentos vêm para atender a demanda crescente por mobilidade nas empresas, e isso foi um dos motivos para eu vir a somar esforços ao time da Allier”.

Entre os clientes conquistados no período está a canadense MBAC Fertilizantes, que a partir deste ano inicia no País a produção de superfosfato. Com escritório no Rio de Janeiro e uma unidade em Tocantins, a companhia utiliza a solução Meraki para gerenciar as redes sem fio das duas localidades.

Outro cliente citado por Vladimir Alem foi a Rede Globo Nordeste, que durante o carnaval utilizou a solução da companhia para gerenciar os pontos de acesso instalados nos camarotes dos desfiles em Recife (PE). “Por fim, temos o tribunal de contas de um estado brasileiro – não podemos revelar ainda – que adotou a solução para gerenciar sua rede sem fio e está estendendo sua utilização”, afirma Alem.

Novos recursos
De acordo com Alem, as soluções oferecidas ao mercado brasileiro devem ir além do gerenciador. Recentemente, a Meraki complementou sua oferta de soluções de rede gerenciadas através da nuvem com a ampliação da sua linha de segurança unificada (UTM, do inglês Unified Threat Management) e o lançamento de switches gerenciados através dessa arquitetura. A empresa incrementou ainda seu sistema de segurança em redes sem fio com a melhora da capacidade de identificar riscos potenciais e garantir que os gestores das redes tomem ações proativas.

A Meraki introduziu também o relatório automático para auditoria conforme as recomendações da norma internacional PCI em redes sem fio. Esse relatório verifica e faz uma comparação das características da rede, como regras de firewall e políticas de segurança, e apresenta um sumário contendo diretrizes de não conformidade para atender a essa regulamentação.

“Estamos testando estas novas linhas de produtos em nossos laboratórios e é natural que, em breve, iniciemos também a oferta destes produtos ao mercado brasileiro”, afirma Alem. Isso deve ocorrer em paralelo à consolidação da rede de revendas no País. De acordo com Alem, já há 15 parceiros credenciados e o objetivo é consolidar 20 até o final deste ano. Em relação ao número de projetos, o objetivo da Allier é fechar o ano com 60 projetos implementados.

Fonte: Nodalis Brasil

Mercado de LAN está fadado à estagnação, diz CEO da Aruba

Em visita ao Brasil, Dominic Orr aposta no BYOD.

“A LAN está morta”. Uma afirmativa sem dúvida poderosa, mas que ganha outro significado quando seu autor é o CEO de uma empresa como a Aruba Networks, especializada em soluções de rede wireless (as WLANs, portanto). O CEO da companhia em questão, Dominic Orr, esteve esta semana no Brasil. Ele usou a afirmativa que inicia este texto para ponderar o posicionamento da companhia que preside em um mercado dominado pela Cisco, entre outros players, cuja base tecnológica está nos cabos.

dominic orr - arubaCEO da aruba networks, Dominic Orr.

“Você não pode conectar um cabo no tablet”, disse Orr. “Tudo vai migrar para o ar. Em três anos o mercado de LAN vai estagnar. Será a queda dos sistemas cabeados”, explicou o executivo. Isso se deve, diz, à ascensão dos sistemas para dispositivos móveis, como o Android, o iOS e até mesmo o Windows, cuja próxima versão será a mesma para desktops, tablets e smartphones.

A jovem Aruba – que em 2012 completa dez anos e já está disposta a enfrentar os “big guys”, como define Orr – aposta suas fichas em arquiteturas de soluções de acesso wireless, que unificam a infraestrutura de rede das empresas (com ou sem fio) em uma única solução de acesso, adequada para o uso em vários segmentos da indústria.

Gerenciamento e segurança são duas palavras chave na tecnologia da empresa, que sabe estar na tendência BYOD (bring you own device, ou traga seu próprio dispositivo) uma grande preocupação das empresas que pretendem admitir na rede corporativa soluções de mobilidade. “O gerenciamento agora inclui o dispositivo, e os procedimentos de segurança se transferem em parte para o device. Por isso a rede wireless deve ser segura e gerenciada”, explica Orr.

No Brasil, a empresa tem obtido sucesso na implantação de soluções em grandes empresas e no setor governamental. Os investimentos no País começaram em 2008, mas em outubro do ano passado as operações “oficiais” começaram com a abertura de uma nova sede no Rio de Janeiro e de um novo escritório de vendas em São Paulo. “Em 2011 mais do que dobramos os investimentos no Brasil, já um dos nossos maiores mercados, e que deve entrar no top 5 nos próximos três anos”, prevê o CEO. “Estamos apenas começando, e faremos investimentos muito agressivos.”

Para alcançar esse objetivo, a empresa opera no País totalmente através de seus mais de 70 canais. E a estratégia futura inclui parcerias com universidades para a criação de seis laboratórios que certifiquem futuros engenheiros a implementar e operar soluções com tecnologia da Aruba no País.

As operações nacionais do fornecedor contam com aproximadamente 250 clientes, com forte presença no setor de educação e governo. “Nosso foco está nas grandes contas, nas quais somos muito competitivos, principalmente nos segmentos de tecnologia, governo, e até mesmo financeiro, graças a nossas ofertas de rede segura e gerenciada.” Essa filosofia inclui Copa do Mundo e Olimpíadas. A empresa já negocia com os envolvidos diretos nos grandes eventos e já promove alguns pilotos de tecnologia em estádios da Copa, diz Alex Freitas, presidente da empresa no Brasil.

Marisa
A rede varejista Marisa foi um dos cases brasileiros de implantação de tecnologia da Aruba apresentados por Orr. O projeto foi realizado em parceria com a ISH e equipou 163 das 336 lojas da rede no País, além do escritório central, da unidade de Alphaville e de cinco centros de distribuição.

“Conseguimos tirar todo o cabeamento dessas lojas, que se tornaram 100% WiFi”, explica Alex Freitas. “Assim, cada loja obteve ganhos de facilidade para criar sua própria estrutura física.”

Com a estrutura sem fio, a Marisa também ganhou em agilidade na abertura de novas lojas. Segundo os executivos da Aruba, em uma obra civil a passagem de cabos pode levar entre 60 e 70 dias.

A Marisa tem 2 mil usuários no escritório central, que implementou um call center VoIP para demandas internas com 70 posições sobre a rede WiFi. “Mostrando com isso que o medo de perda de performance com a concentração de usuários na rede sem fio caiu por terra”, pondera Freitas.

Escrito por Marcelo Vieira

Fonte: iPNews

Dell anuncia programa de TI para o setor de saúde no Brasil

DellLogoAté o fim do ano, a Dell deve passar a oferecer no Brasil uma nova  modalidade de serviço, que já vem sendo comercializado há 20 anos nos  Estados Unidos: programa de TI para instituições de saúde, oferta que foi intensificada após a compra da Perot Systems, há dois anos. O programa, que abrange a oferta de infraestrutura de TI e serviços de gerenciamento de processos de negócios, foi apresentado no Fórum de Saúde Digital, realizado nesta terça-feira, 23, em São Paulo.

De acordo com a diretora de Heathcare Services da Dell Brasil, Teresa Sacchetta, a oferta não abrange apenas a construção de infraestutura, mas também a capacitação de profissionais por meio da revisão de processos e a gestão da informação para o atendimento aos clientes.

“Mais de 80% dos hospitais precisam reduzir seus orçamentos em até 10%”, explica Teresa. Segundo ela, uma das principais dificuldades enfrentadas pelas instituições de saúde é inserir na rotina dos profissionais uma prática que não é comum ao estilo de trabalho deles. “O foco é atender o paciente, a tecnologia não faz parte do dia a dia desses profissionais”, ressalta.

Outros problemas apontados pela diretora da Dell é que o setor concentra muita informação em papel e tem muitos sistemas sem integração, o que não só prejudica a rotina de hospitais e clínicas como aumenta as despesas, além de atrapalhar o atendimento aos pacientes.

Hoje, mais de 11 mil profissionais da Dell trabalham no projeto em diversos países do mundo, em cerca de 10 mil provedores de serviços de saúde. Alguns exemplos são o Hospital Rigshospitalet, em Copenhage, na Dinamarca, e o Touchstone Behavioral Health, em Phoenix, nos Estados Unidos, que atende mais de 500 pacientes por dia. “A tecnologia isolada não tem valor. O valor está em como você a utiliza”, sentencia Teresa.

FONTE: TI Inside Online