Dell anuncia programa de TI para o setor de saúde no Brasil

DellLogoAté o fim do ano, a Dell deve passar a oferecer no Brasil uma nova  modalidade de serviço, que já vem sendo comercializado há 20 anos nos  Estados Unidos: programa de TI para instituições de saúde, oferta que foi intensificada após a compra da Perot Systems, há dois anos. O programa, que abrange a oferta de infraestrutura de TI e serviços de gerenciamento de processos de negócios, foi apresentado no Fórum de Saúde Digital, realizado nesta terça-feira, 23, em São Paulo.

De acordo com a diretora de Heathcare Services da Dell Brasil, Teresa Sacchetta, a oferta não abrange apenas a construção de infraestutura, mas também a capacitação de profissionais por meio da revisão de processos e a gestão da informação para o atendimento aos clientes.

“Mais de 80% dos hospitais precisam reduzir seus orçamentos em até 10%”, explica Teresa. Segundo ela, uma das principais dificuldades enfrentadas pelas instituições de saúde é inserir na rotina dos profissionais uma prática que não é comum ao estilo de trabalho deles. “O foco é atender o paciente, a tecnologia não faz parte do dia a dia desses profissionais”, ressalta.

Outros problemas apontados pela diretora da Dell é que o setor concentra muita informação em papel e tem muitos sistemas sem integração, o que não só prejudica a rotina de hospitais e clínicas como aumenta as despesas, além de atrapalhar o atendimento aos pacientes.

Hoje, mais de 11 mil profissionais da Dell trabalham no projeto em diversos países do mundo, em cerca de 10 mil provedores de serviços de saúde. Alguns exemplos são o Hospital Rigshospitalet, em Copenhage, na Dinamarca, e o Touchstone Behavioral Health, em Phoenix, nos Estados Unidos, que atende mais de 500 pacientes por dia. “A tecnologia isolada não tem valor. O valor está em como você a utiliza”, sentencia Teresa.

FONTE: TI Inside Online

Você sabe para que serve um departamento de TI?

Uma situação muito comum nas empresas é a dificuldade dos empresários de entender para que serve um departamento de TI. Na maioria das vezes, seus gestores são mais conhecidos como “os caras do CPD”, que resolvem o problema quando o computador resolve “dar pane”.

Mas a atualidade já mostra que o departamento de TI é muito mais importante do que se imagina, e está diretamente ligado à lucratividade da empresa. É no setor de TI que se encontram as partes vitais da empresa: os servidores, sistemas que controlam venda, estoque, banco de dados, e-mails, entre diversos outros processos comuns no dia a dia da empresa.

“Se um servidor vital para de funcionar, a empresa também para e é prejuízo na certa. Por isso, hoje as empresas dependem da TI para sobreviver. Investir em equipamentos modernos, em novos projetos e no gerenciamento especializado do ambiente é garantir o sucesso do negócio”, explica o sócio-diretor da Brasp, Jairo Zucolotto.

A importância do Backup

Já imaginou o que pode acontecer se você perder todo o banco de dados da sua empresa? Contatos de clientes, fornecedores, planilhas, relatórios… Perde-se tudo! As consequências são comprovadas por estudos: eles revelaram que 98% das empresas que perdem seus dados morrem em até três anos.

Daí a importância de contar com uma política de backup adequada para o seu negócio. Backup é a cópia de todo o sistema da empresa, e sua frequência pode ser diária ou até em intervalos de minutos, de acordo com o porte ou a necessidade da empresa. O backup pode ser feito em disco, que tem uma capacidade enorme de armazenamento, ou em tape, sendo esse o método mais seguro.

De acordo com Guilherme Curcio, sócio da Brasp, existe no mercado um tipo de equipamento de ponta que garante o armazenamento seguro das informações. É o “Storage”, um hardware que fica ligado a todos os servidores da empresa e armazena todos os seus dados, como um grande “condomínio”.

Assim, as informações deixam de ser guardadas no servidor e passam a ser arquivadas apenas no Storage, que tem possibilidade quase nula de pane. Seu backup pode ser feito manual ou automático, dependendo do modelo.

“A ligação do Storage com o servidor é toda redundante, em dobro, para não correr risco de perder contato. Além disso, ele manobra automaticamente o espaço destinado a cada servidor, permitindo assim um ótimo aproveitamento da sua capacidade”, ressalta.

POR MÔNICA MANSUR, ASSESSORA DE IMPRENSA – BRASP

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Nuvem exige perfil profissional inovador e empreendedor

Quando as aplicações tecnológicas para o conceito de computação em nuvem iniciaram sua decolagem, a grande discussão entre os profissionais de TI era o possível achatamento do campo profissional e quais empregos a revolução na infraestrutura das empresas iria eliminar.

O que poucos souberam prever, no entanto, é a complexidade que iriam encontrar. O conceito introduziu uma variedade enorme de modelos tecnológicos no leque de opções das empresas. Entre eles, terceirizar totalmente sua infraestrutura, usar apenas aplicações departamentais, implementar ambientes híbridos de nuvens privadas e púbicas e sistema legado.

Nesse contexto, novos perfis de profissionais passaram a ser exigidos, com profundo conhecimento de linguagens de programação, plataformas e ampla bagagem em negócios. Mais um complicador em um universo nacional abalado pela carência de mão de obra qualificada.

Segundo o analista e sócio da TGT Consult, Pedro Bicudo, a formação do profissional de TI hoje não colabora muito com o novo cenário: ela está muito mais voltada para tecnologia do que para gestão. São muitos os formados em análises de sistemas e informática, mas poucos têm reais habilidades em avaliar problemas, sistematizar e conhecer a estrutura de software a fundo para ter uma visão geral da computação em nuvem.

“Na realidade, a entrada de cloud computing nas empresas não muda o papel dos melhores profissionais de TI, na essência, pois esses continuam tendo de entender a necessidade dos negócios e buscar uma solução para supri-la. Mas agora as formas de contratação são as mais diversas, assim como os modelos de serviço”, diz Bicudo. Na prática, o profissional passa a ter uma variedade muito maior de alternativas de soluções para escolher e não deve se prender apenas a requisitos técnicos, mas econômicos e de eficácia, levando em conta,profundamente, o tipo de negócio.

Para o líder do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e mestre em computação pela Universidade Federal de Pernambuco, Rodrigo Assad,as mudanças que vêm ocorrendo no mundo da informática [não só por causa da nuvem, mas ao mercado de uma maneira geral], demandam que o profissional entenda de tecnologia de forma abrangente. “Por muito tempo, foi comum escolher a carreira de analista por não gostar de programar e vice-versa. Hoje, as pessoas precisam ser generalistas sobre todos os temas, e especializadas em uma área.”

Para Assad, o momento é para todos voltarem aos seus computadores, inclusive profissionais de nível de gerência, para rever os conceitos de programação.”Precisam entender como funcionam as aplicações, os códigos, como é a elaboração de um software. Hoje, muitas vagas de gerente de projeto, que se envolverá mais diretamente com a nuvem, exigem conhecimento em programação”, diz Assad.

O líder do Cesar destaca, no entanto, que o mais fundamental é ter habilidade de implementar um trabalho alinhado às regras de governança e aos padrões de infraestrutura de serviço (ITIL), já que trabalhar com computação em nuvem pode requerer, muitas vezes, empenho de gestão. Em resumo, não há uma formação específica a ser buscada. O melhor é manter-se em dia com todas as tendências de TI e estar aprendendo sempre.

Bicudo acrescenta que uma habilidade fundamental do profissional de cloud é abstrair da tecnologia, ou seja, adotar uma postura agnóstica em relação a linguagens e plataformas. Segundo ele, não é porque uma solução parece de qualidade superior que será melhor para a organização do ponto de vista de negócios. “Basicamente, o profissional tem de pensar em como reunir um portfólio de soluções com resultados. Um dos aspectos que podem prejudicar o quadro é justamente a paixão pela TI, quando, na verdade, o profissional precisa ter mais apego aos negócios.”

Somado a isso, vêm outras duas grandes habilidades fundamentais: o desenvolvimento de postura empreendedora e a habilidade de assumir e gerenciar riscos. “Isso inclui, por exemplo, ter perfil inovador para combinar soluções que nunca ninguém ousou”, completa.

10 habilidades essenciais

A ascensão da computação em nuvem nas empresas não foi silenciosa para profissionais temerosos. Mas o momento é de reavaliar seu papel na organização e as habilidades que pode buscar para atingir melhores posições. Obviamente, é necessário entender do essencial, como virtualização, consolidação de servidores e redes. Mas há também as habilidades de negócios. Confira a lista com dez habilidades essenciais, baseada na opinião de especialistas.

Departamento técnico: entendimento do núcleo das tecnologias que permitem a existência da computação em nuvem, como virtualização de servidores e storage, movimentação para uma arquitetura mais enxuta de tráfego no data center, entre outras.

Gestão de projetos: habilidade em gerenciar todo o ciclo de vida de um projeto específico de TI.

Conhecimentos de arquitetura: capacidade de projetar ambientes tanto dentro de casa quanto hospedados em ambientes de nuvem.

Contratos: habilidade em negociar e gerenciar múltiplos contratos com prestadores de serviços na nuvem.

Entrega de serviços: habilidade para negociar e seguir o fluxo de acordos de nível de serviços com clientes internos e externos.

Comunicação: capacidade de explicar e vender computação em nuvem para as pessoas-chave em uma organização.

Compreensão dos negócios: os profissionais de nuvem devem ter um entendimento amplo e profundo de como os serviços da empresa relacionados à TI podem ajudar a aprimorar os negócios.

Liderança: habilidade em convencer as outras pessoas a apostarem na computação em nuvem.

Inovação: ser aberto para explorar as mais novas tecnologias e serviços baseados em nuvem e conseguir enxergar possibilidades na combinação de diferentes soluções.

Tomada de risco: a nuvem requer profissionais de TI dispostos a assumir riscos para o aperfeiçoamento geral da organização.

FONTE: COMPUTER WORLD