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Como gerenciar um DataCenter Definido por Software

05/06/2017

Os data centers definidos por software (SDDCs) estão em alta e costumam provocar diversas emoções nos profissionais de TI. Embora o termo seja comumente associado ao marketing e certamente exista muito medo, incerteza e dúvida em relação a ele, também existem muitos casos de uso potencial que não podem ser ignorados.  

Abordarei aqui um punhado de dicas para gerenciar um SSDC.  
Para começar, um datacenter definido por software é um conceito em que todos os elementos da infraestrutura são abstraídos, reunidos em um pool e automatizados para serem entregues como um serviço. É uma extensão dos conceitos de virtualização para os componentes principais do data center, ou seja, computação, rede e armazenamento. Os SDDCs representam uma clara evolução da virtualização, agregando automação para proporcionar agilidade e escala, agrupando todos os componentes do data center em um pool e expondo-os como serviços disponíveis para consumo. Como os recursos são entregues como um serviço, também é possível pensar nos SDDCs como a TI como serviço (ITaaS).  

Os líderes do mercado de virtualização, VMware e Microsoft, são promotores dos SDDCs, devido a essa relação com a virtualização. Na verdade, a VMware introduziu recursos tecnológicos definidos por software, como vSAN, que geram um pool de espaço em disco a partir de vários hosts do ESXi™. É importante observar que as soluções de hiperconvergência também se enquadram nesse espaço, graças à sobreposição de software e à sua capacidade de gerenciar a infraestrutura hiperconvergente abstraída. Isso permite começar a gerenciar todo o ecossistema de data center por meio de alterações à configuração – em essência, pela codificação de sua própria infraestrutura de data center.  

Um ponto problemático comum enfrentado pelos profissionais de TI ao gerenciarem SDDCs envolve o gerenciamento de alterações: é preciso gerenciar todas as alterações que podem ocorrer nas diferentes camadas abstraídas. Por exemplo, você pode personalizar e moldar redes por demanda definindo políticas de largura de banda e latência para um determinado conjunto de aplicativos por um período definido. Entretanto, a necessidade de gerenciar essas políticas e alterações a configurações de maneira eficiente e eficaz é essencial para o sucesso do SDDC. Idealmente, os princípios de DevOps devem ser empregados para garantir integração e entrega contínuas de serviços de TI no data center definido por software.  

Outro problema é a entrega de contratos de nível de serviço aceitáveis para os grupos de interesse. A oportunidade de quantificar e qualificar os serviços de TI que estão sendo entregues implica em mais pressão sobre os profissionais de TI para entregar serviços de TI de qualidade. Somente pelo monitoramento com disciplina os SDDCs podem demonstrar seu verdadeiro valor para os grupos de interesse de negócios.  

Mas como fazer isso satisfatoriamente?

SSDC

Gerenciando data centers definidos por software
Quando se trata de gerenciar SDDCs, a aplicação dos mesmos princípios associados ao gerenciamento de ambientes virtuais tradicionais pode ser um bom ponto de partida. A estrutura DART descreve estes princípios:

1 - Descobrir – Este princípio simples deve orientá-lo no entendimento do status de integridade e dos riscos de seus ativos virtualizados. A descoberta começa pelo estabelecimento de uma linha de base para a integridade do desempenho e os riscos de seu ambiente. Assim que você entender o que existe em seu ambiente, a integridade e os riscos de cada componente e sua conexão com os aplicativos e serviços aos quais você presta suporte, poderá começar a gerenciar as alterações que ocorrem em seu ambiente.

2 - Emitir alertas – A questão aqui é garantir que você não passe todo o seu tempo diante de um monitor. O ruído deve ser filtrado de modo a fornecer somente as informações mais importantes. As informações em destaque devem permitir que você faça vir à tona rapidamente o ponto único da verdade.

3 - Remediar – O foco é deixar o seu data center em boas condições de funcionamento em tempo recorde. Para um administrador de virtualização, esta é uma corrida contra o tempo. Cada minuto que um aplicativo ou sistema fica inativo representa uma oportunidade perdida que, por sua vez, implica na perda de receita. Nós, profissionais de TI, somos pagos para corrigir esses problemas e corrigi-los com rapidez.

4 - Solucionar problemas – É importante se concentrar na solução do problema certo, em vez de ir atrás de falsos positivos ou sair em busca de sofisticações desnecessárias. Ser capaz de descobrir rapidamente a causa raiz de um problema no ambiente virtual e, portanto, de um problema potencial em um SDDC, equivale a ser capaz de remediá-lo muito mais rapidamente.

Espero que tenha ficado claro como a estrutura DART pode ser aplicada ao gerenciamento de SDDCs. No entanto, o gerenciamento de alterações na era da entrega contínua de serviços exige um conjunto de habilidades mais avançado relevante aos SDDCs. A estrutura SOAR complementar pode ajudar a:

- Proteger – Segurança é uma palavra forte que pode englobar todos os tipos de infrações cometidas contra o domínio da TI. No ambiente virtual, o fato de os recursos serem abstraídos não significa que você está imune a ataques e violações da segurança. A meta final das violações é obter acesso e controle dos dados, aplicativos e planos de usuários. Por isso, é preciso proteger vários planos em diferentes domínios.

- Otimizar – A otimização é um princípio que exige uma meta final clara em mente, a compreensão das interações do ecossistema de TI, do comportamento da pilha de aplicativos e das interdependências dos sistemas dentro e fora de sua esfera de influência para que se possa proporcionar a entrega bem-sucedida dos objetivos de negócios. Já que essa habilidade decorre do foco em uma meta final, todos os profissionais de TI devem evitar pecar pelo excesso. Em outras palavras, a otimização para tudo e para todos costuma terminar em decepção, pois pode piorar a qualidade do serviço para todos os envolvidos.

- Automatizar – A automação é especialmente necessária para que ambientes de SDDC possam aproveitar os benefícios intrínsecos de escalabilidade e agilidade. Ela exige um conhecimento detalhado e uma experiência abrangente com uma tarefa específica, visto que a tarefa precisa ser totalmente encapsulada em um script, gabarito ou plano gráfico de fluxo de trabalho. A automação, assim como a otimização, se concentra em entender as interações do ecossistema de TI, o comportamento da pilha de aplicativos e as interdependências de sistemas a fim de oferecer os benefícios de economia de escala e eficiência para os objetivos gerais de negócios. Ela adota a prescrição de ser mais eficiente a que os profissionais de TI estão sujeitos.

Scripts, gabaritos e planos gráficos incorporam a automação da TI. Eles estabelecem as bases da prática e dos métodos de um profissional de TI. Idealmente, a automação se baseia em práticas recomendadas e métodos de TI testados e aprovados. Infelizmente, ela não pode diferenciar entre práticas boas e más. Portanto, a automação de práticas de TI insatisfatórias causará enormes problemas em larga escala por todo seu data center. Com isso em mente, mantenha a automação "extremamente simples". Primeiro, automatize em uma escala controlada e siga o mantra: "não cause danos ao seu ambiente de data center de produção". Em seguida, monitore o processo de automação para garantir que cada etapa seja executada conforme esperado. Por fim, analise os resultados e use suas conclusões para fazer os ajustes necessários ao processo de automação.

- Criar relatórios – A criação de relatórios molda dados, análises e eventos registrados em um resumo que realça os principais fatos a fim de ajudar o usuário final a tomar uma decisão rápida, mas bem embasada. E, embora não seja nenhum segredo que a criação de relatórios não é uma tarefa exuberante nem empolgante, seu uso renderá muitos frutos, especialmente quando se trata do gerenciamento de SDDCs.

Os SDDCs estão em constante mudança. Portanto, além dessas estruturas, você também precisa dominar o gerenciamento das expectativas dos grupos de interesse de negócios e dos usuários finais. Nos SDDCs, os silos se dissolvem, visto que sua organização de TI está entregando TI como serviço, de modo que as responsabilidades pelos domínios (como seria em um silo típico de rede ou sistemas) se tornam indistintas, visto que os serviços são entregues como um todo. Você deve aprender a monitorar e gerenciar esses recursos continuamente, já que os grupos de interesse têm a expectativa de consumi-los por demanda, conforme necessário.

Conclusão
Existe muita empolgação (e ainda algum temor) associados aos SDDCs. Dominar e aplicar as estruturas DART e SOAR descritas aqui pode ajudar você a ficar à frente da tecnologia definida por software.

(*) Kong Yang é Head Geek da SolarWinds
Fonte: Cio.com


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