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Dia Internacional da Mulher | Brasp [Entrevista Luciene Campagnaro]

10/03/2014
Neste último sábado (08/03) a Brasp prestou uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, onde foram entrevistadas mulheres profissionais que se destacam na vida e na carreira de TI. Os que estão nas redes sociais da Brasp já acompanharam a homenagem, e o feedback da homenagem foi muito positivo! Agradecemos à todas as grandes mulheres participantes desta homenagem especial! Confira abaixo a entrevista completa de Luciene Campagnaro, Gerente de TI da Rede Gazeta.   Dia Internacional da Mulher  - LucieneComo é trabalhar no setor de TI, atualmente dominado por homens? Bom, você fala atualmente mas, na realidade o cenário mudou bastante. Quando eu comecei a trabalhar nessa área em 1985 era comum participar de Congressos e ter 5% de mulheres, às vezes 10%, e hoje já vemos 30 a 40%. Não chega a 50% mas ainda assim um percentual muito maior. E mesmo em nossa equipe de trabalho é muito comum eu ser a única mulher da equipe, ou ter uma ou duas no máximo. Eu não me recordo de ter trabalhado com mais de uma ou duas mulheres ao mesmo tempo aqui na equipe, então, quando me perguntam como é, eu acho natural pois sempre foi assim.   Desde o Início, você teve alguma dificuldade por trabalhar em um setor masculino? Não, nunca tive dificuldade. Eu imagino até que com mulheres, talvez, eu teria até mais dificuldade, pois com homens eu nunca tive problemas nem de relacionamento, nem de competição desleal ou discriminação. Nunca vivi nenhum cenário desse. Nós ouvimos muitas história mas comigo nunca aconteceu. Depende muito do ambiente de trabalho? Eu acho que depende muito do peso que a mulher dá pra isso. Uma brincadeira, uma conversa ou outra existem em qualquer lugar, e tem pessoas que valorizam muito esta parte negativa e transformam isso num problema.   A TI entrou na sua vida de que forma? Foi de uma forma muito inusitada e sem planejamento! (risos) Na realidade eu estava terminando a faculdade de Artes Plásticas e comecei um estágio de Artes Plásticas que por acaso era na área de Informática. Era um departamento que entre outras funções, davam treinamentos para os funcionários, e naquela época estavam chegando os primeiros microcomputadores, então existia todo aquele trabalho de treinamentos internos na empresa. O objetivo do meu estágio era fazer a ilustração do material visual destes cursos, bem como a diagramação de apostilas, e para eu poder ilustrar algum comando ou funcionalidade eu acabava tendo que dar uma lida no manual, perguntando para os colegas de trabalho para achar uma ilustração que fosse condizente com o tema e aí naturalmente eu fui entendendo do assunto e gostando. Em paralelo e comecei a fazer cursos e fui ficando, de uma forma bem natural, tanto que quando terminou o meu estágio fui contratada como programadora daquela empresa, com o apoio da minha gerente, que era uma mulher também. Já que estamos falando da mulher fez toda a diferença na minha formação, onde minha primeira chefe foi uma mulher e ela me orientou bastante em relação à minha carreira.   O que a Tecnologia representa pra você? A tecnologia representa não só pra mim, que trabalho na área mas para a população no geral, um bem do qual somos dependentes. Nós vivemos anos sem tecnologia mas depois que temos não podemos viver sem.   É fácil administrar emprego, família, lazer? Hoje em dia é muito mais fácil do que já foi. No início de carreira, se tem tendo uma dedicação maior ao trabalho e foi a fase em que eu estava me preparando para outra formação em paralelo. Eu tinha acabado de sair da faculdade de Artes e não tinha base nenhuma para informática, então fui fazer cursos de especialização e pós graduação. Neste período veio casamento e filhos, foi uma época que eu não digo difícil, pois quando passa fica longe, mas tem que ter muita agilidade e muita determinação para conseguir conciliar tudo, principalmente quando você está ali aspirando crescer na profissão então tem que ter dedicação, tem que fazer um diferencial e ao mesmo tempo tem uma família em casa para aproveitar, tem o lazer, os amigos... Não foi fácil! Mas, hoje em dia já tenho filha formada e trabalhando, então é bem mais fácil. Valeu a pena!   O que é “ser mulher” para você? Eu não sou nada feminista. Eu entendo que a mulher é um ser que está dentro da comunidade fazendo parte do convívio e que colabora igualmente ao adolescente, homem, jovem, velho. Adoro ser mulher! Mas não vejo uma grande distinção. Talvez pelo fato de não  ter sofrido nenhuma discriminação no mercado, não vejo muito esta diferença, acredito que cada um teve seu percurso, sua dedicação para alcançar o objetivo.   O que é ser uma mulher tecnológica? O termo tecnológico acaba ficando um pouco distorcido, pois vimos muitas tecnologias com os appliances que estão ali no dia a dia, os smartphones, smart tvs e etc. Mas se eu for olhar bem pra essa área onde se interage mais com a tecnologia em uma visão de modo geral, eu não seria tão tecnológica assim. O que eu gosto é o background, a tecnologia que existe por trás, para fazer com que tudo isso chegue até as pessoas de modo geral. Quem pega um smartphone não sabe o que tem por trás trabalhando para que isso funcione. Então é esta parte da tecnologia que me interessa bastante, que me dedico a ela. A tecnologia por si só não adianta, é preciso ter processos e pessoas para que ela aconteça.    Agradecemos mais uma vez à Luciene!  E não deixe de acompanhar os próximos posts com as demais entrevistas.

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