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TI Alternativa: executivos se abrem a novos modelos

12/11/2009

Especial revela que CIOs estão cada vez mais receptivos a novos modelos de software – e não apenas por que são tendência. O CEO da Oracle, Larry Ellison, debocha dizendo que computação em nuvem é uma tendência típica de TI – nada além de um novo nome para processador, armazenamento, sistema operacional e outros softwares entregues via Internet. “Do que é que vocês estão falando?”, questionou durante uma entrevista no Club Churchill. “TI é tão ruim quanto moda”, disse. “No ano passado, a Chanel era fúcsia, esse ano é castanho-escura.” Mas existe um bom motivo para Ellison levantar a voz. Algo mudou entre os CIOs, algo que começou com computação em nuvem, mas foi além e aconteceu nos últimos dois anos. Esses executivos estão cada vez mais abertos a novos modelos de operações de TI, modelos alternativos, que também podem significar novos relacionamentos com fornecedores. A recessão extrema, junto com novas opções em software online, computação móvel, outsourcing, código aberto e mais, abrem as portas para essas mudanças. Os CIOs estão repensando, especialmente, partes importantes de suas estratégias de software, considerando alternativas às licenças convencionais, manutenção e estrutura de taxas, assim como outras opções para os longos ciclos de desenvolvimento interno, customização complexa, lançamentos globais longos e upgrades. Essa revisão toda não é exatamente novidade, mas suspeita-se que Ellison sabe que existe uma urgência mais séria entre os clientes. Não existem dúvidas de que os softwares licenciados e locais, rodados pela área interna de TI, continuarão fixos em muitas empresas, mas serão complementados por modelos alternativos e, em alguns casos, substituídos. Essa abordagem de softwares alternativos aparece com vários nomes, mas todas apontam na mesma direção: tornar software mais barato, simples, flexível e acessível. Os modelos alternativos de TI ganham espaço porque, em muitos casos, são bons demais para serem ignorados. Pra uma noção sobre esse novo pensamento, veja as recentes escolhas feitas por Bill Louv, CIO da GlaxoSmithKline, e Brent Hoag, diretor sênior de TI global da Johnson Diversey. Louv enfurece-se quando alguém insinua que ele segue uma tendência. “A evolução aqui não foi uma coisa “uau! Vamos fazer alguma coisa em nuvem ou no modelo software como serviço (SaaS)”, argumentou. “Nossa plataforma Lotus Notes estava chegando ao fim do seu ciclo de vida. A questão que surgiu, inocentemente, foi que se teremos que gastar mais algum dinheiro ali, será que não encontraríamos uma solução mais inteligente?” O que ele resolveu fazer foi mover todos os 115 mil funcionários globais para os serviços online Exchange e Share Point, oferecidos pela Microsoft, em abril deste ano. Essa foi a escolha inteligente feita por Louv: 30% de economia sobre o custo total de propriedade por cinco anos, comparado com o software licenciado. “Parte da economia”, explica, “vem da falta de necessidade de fazer upgrade nos servidores de e-mail, já que a Microsoft irá liberar o upgrade assim que terminá-lo no software Web que o hospeda.”. Adesão ao Gmail Louv abriu mão da personalização do Share Point e do Exchange. “Não tem problema”, afirma. “Os serviços melhoraram tanto que as antigas adaptações não são mais necessárias. E quanto mais se mexe em um software, mais difícil fica fazer o upgrade com o fornecedor”, garante o executivo. “A GlaxoSmithKline também passou seis meses criando uma arquitetura muito diferente para e-mail e colaboração online”, contou Louv. Em vez de replicar banco de dados por todo o mundo, a empresa usa apenas o data center da Microsoft. “Isso envia muita carga pesada para a rede e livra nossos servidores.” O desafio dos aplicativos em nuvem é tanto banda quanto latência. A GlaxoSmithKline descobriu que os e-mails internos sobre as operações em Cingapura precisavam passar por switches demais até chegar ao data center da Microsoft, nos EUA, o que causava atrasos. A empresa criou alguns atalhos, enviando os e-mails de Cingapura por internet pública em vez de VPN, para conseguir um caminho mais direto. Essa abordagem precisa ser administrada por um gerenciador de risco e algumas despesas extras com software de segurança adicional. Caso não funcione, a GlaxoSmithKline tem um plano B: “usaremos a mesma tecnologia em nossos próprios data centers.” E esse é um dos motivos pelos quais ele nem sequer considerou usar Google Apps. “É difícil ter um plano B com o Gmail.” Isso não impediu Hoag, da JohnsonDiversey. A empresa de produtos de limpeza bilionária estava analisando as opções para upgrade de e-mail – mais do que necessário – desde dezembro de 2008, quando a companhia assinou um contrato com o Google para usar a suite Google Apps. Durante os seis anos após a SC Johnson Commercial adquirir a LeverDiversey, da Unilever, para criar a JohnsonDiversey, a empresa teve duas plataformas de e-mail: a IBM Lotus Notes e o Microsoft Exchange. Um sistema e-Discovery sozinho custava cerca de US$ 500 milhões. “O upgrade”, diz Hoag, “foi um caso complicado que nunca teve verba.” O executivo destaca as vantagens do Gmail: “é barato para implementar e manter, se encaixa nos objetivos ambientais da empresa porque não requer hardware e vem com um reparador de danos sólido e e-Discovery pelo serviço Postini, do Google.” Além disso, a área de TI não precisa mais fazer upgrade de e-mail. Em um único dia, 18 de maio, como lembrou o CIO, o Gmail foi ao ar para todos os funcionários da empresa, 12.000 em 70 países. “Não é perfeito. O Google garante 99.9% de tempo de serviço, com 43 minutos mensais de queda.” Embora Hoag diga que geralmente é menos, esse tempo é imprevisível, podendo chegar aos 100 minutos de queda que a JohnsonDiversey e muitos outros experienciaram em setembro passado, quando o Google subestimou o impacto da falta de manutenção em um de seus servidores. Ainda assim, garantia de 99.9% do tempo, de acordo com Hoags, é estável o bastante para um serviço de e-mail em sua empresa. *Por Mary Hayes Weier | InformationWeek EUA.


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